





Em cada episódio da série documental I Survived a Serial Killer, os sobreviventes dizem o próprio nome e transformam o título da produção em uma afirmação: “Eu sobrevivi a um assassino em série”. Depois, com a ajuda de especialistas, recriações de cena e das próprias memórias, contam suas histórias. Os crimes documentados na série de 16 episódios atravessam décadas e aconteceram em diferentes lugares dos EUA, da Califórnia a Nova York e de Michigan à Flórida. Mas todos têm uma coisa em comum: cada episódio mostra a coragem e a perseverança notáveis de um sobrevivente que ficou frente a frente com um assassino em série e viveu para contar a história. Continue lendo para saber mais sobre a série documental de crimes reais já disponível na Netflix.
Os episódios de 20 minutos de I Survived a Serial Killer são narrados do ponto de vista dos sobreviventes, colocando as vozes deles em primeiro plano. Muitas das pessoas retratadas, em sua maioria mulheres, têm histórias parecidas: em geral são jovens, abordadas por um homem estranho que pede ajuda, oferece carona ou as segue até suas casas. Em muitos casos, os depoimentos dos sobreviventes serviram como prova crucial para colocar os agressores atrás das grades. Os episódios também usam fotos das cenas de crime, linhas do tempo detalhadas e recriações de cena para reconstruir a narrativa.
No episódio “Tampa Terror”, Lisa McVey Noland relembra ter sido sequestrada em 1984 por Bobby Joe Long, mais tarde associado à morte de pelo menos 10 mulheres na região de Tampa Bay, na Flórida. Lisa tinha 17 anos e voltava de bicicleta para casa depois do turno da noite em uma loja de donuts quando notou um carro estacionado perto de uma igreja. Daí um demônio, como ela descreve Bobby, a puxou da bicicleta. Assim como acontece nos demais episódios, depoimentos de investigadores, analistas jurídicos, repórteres e outros especialistas acrescentam contexto à história da vítima e ajudam a compreender o caso. Já no episódio “The Coast to Coast Killer”, Fabienne Witherspoon, de Charleston, na Virgínia Ocidental, conta a própria história. Em 1992, aos 19 anos, encontrou na rua um homem maltrapilho que segurava uma placa com os dizeres “Trabalho em troca de comida”. Ela se ofereceu para buscar algo para ele comer, o homem a seguiu, mas depois a ameaçou com uma faca (que ela mais tarde usou contra ele) e cometeu violência sexual contra ela. Esse homem era Tommy Lynn Sells, que viria a confessar o assassinato de pelo menos 50 pessoas ao longo de 30 anos. Assim como as outras pessoas retratadas na série, Fabienne conseguiu escapar. Ao contar suas histórias angustiantes, muitos dos sobreviventes dizem que devem a vida à sorte e ao momento certo. Mas o fio condutor de todos os relatos é a força e tenacidade de cada sobrevivente diante de alguns dos criminosos mais violentos do mundo.
Sim, I Survived a Serial Killer reconta os relatos reais de sobreviventes sobre suas experiências com assassinos em série. Alguns dos criminosos, porém, são mais conhecidos que outros. Entre eles estão: Richard Beasley (o Assassino do Craigslist), Ángel Reséndiz (o Assassino da Ferrovia), David Parker Ray (o Assassino da Caixa de Brinquedos), Lonnie Franklin Jr. (o Assassino Grim Sleeper), Rodney Alcala (o Assassino do The Dating Game) e Gary Heidnik (o Assassino da Casa dos Horrores).
Nota do editor: se você ou alguém que você conhece já passou por violência sexual, há informações e recursos disponíveis em www.wannatalkaboutit.com.









































