Quem interpreta a nova primeira-ministra na temporada 4 de A Diplomata? - Netflix Tudum

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    Quem assume o cargo de chefe de governo na temporada 4 de A Diplomata?

    Jodie Whittaker e Rory Kinnear explicam essa transição surpreendente. 

    Texto original de Thea Glassman
    15 de out. de 2026
ALERTA DE SPOILER
Este artigo tem spoilers importantes sobre os personagens ou a trama da série.

Como dá para notar que Jodie Whittaker já era muito fã de A Diplomata bem antes de aceitar o papel da nova figura política da série? Ao falar sobre o drama, ela usa o apelido carinhoso de Kate Wyler (Keri Russell). 

“Eu chamo ela de Katie porque o Hal chama ela de Katie… sabe, quando ele quer ser carinhoso?”, explica a atriz. 

Jodie estreia no papel de Bethan Vaughn na temporada 4 do drama político, já disponível na Netflix, substituindo o primeiro-ministro Nicol Trowbridge (Rory Kinnear) depois de sua renúncia repentina. Ela conta que entrar em uma série que já curtia tanto foi como ir à Comic-Con e conhecer as estrelas. “Fiquei impressionada e toda boba quando vi o elenco pessoalmente”, brinca. 

Bethan Vaughn entra em cena depois que Nicol Trowbridge, levado ao limite absoluto, apresenta sua renúncia. Bom, na verdade, ele está sendo chantageado por Kate por causa de uma gravação em que aparece agredindo sua assessora, a já falecida Margaret Roylin (Celia Imrie). Além disso, ele vive atormentado por visões intrusivas de Margaret, que aparece para provocá-lo a todo momento, o secretário do Exterior Austin Dennison (David Gyasi) morreu recentemente em um acidente trágico e o governo Penn não para de extrapolar os limites. 

No episódio final de Nicol, ele sofre um colapso total e começa a ter visões de si mesmo tanto como rei quanto como palhaço, tudo isso enquanto encena uma ópera em dois atos chamada “Pagliacci” (ou “palhaço”, em português), composta por Ruggero Leoncavallo.

“Debora Cahn, criadora de A Diplomata, me ligou perguntando se eu me sentia à vontade para cantar. Perguntei como ela sabia que eu cantava e ela contou que me ouviu cantar uma música com cerca de 300 figurantes na cena do funeral na Catedral de St. Paul, na temporada 2, e guardou essa informação por duas temporadas”, explica Rory Kinnear.

A Diplomata.

“Então, uma boa dica é sempre aceitar quando alguém pedir para vocês cantarem”, brinca o ator.  

Debora adorou a ideia de entrar na mente de Nicol e desvendar a origem do comportamento instável dele. “Ele sempre tem atitudes um tanto estranhas, um tanto inapropriadas. Apesar de se comportar de um jeito adequado o suficiente para a vida pública, a gente sempre fica com a pulga atrás da orelha. Essa possibilidade de ver o mundo através dos olhos dele revela que, por trás das aparências, a mente dele é como um salão de espelhos assombrado, louco e caleidoscópico”, observa ela. 

As visões conflitantes de Nicol como rei e como palhaço não surpreenderam Rory Kinnear. “Eu já sabia que ele tinha um complexo de rei e que vivia desesperado para permanecer no topo. Ele fazia o papel de palhaço para disfarçar suas ambições, mas acabou percebendo que talvez as pessoas realmente o enxergassem assim. Ou seja, ele se fez de engraçadinho para chegar ao topo e agora talvez esse seja o legado dele”, comenta o ator.

Enquanto ele embarca nessa espiral de loucura, o fantasma de Margaret Roylin sussurra em seu ouvido, provocando. “Foi Margaret quem o impulsionou até o topo e agora ela será a razão da queda vertiginosa dele. Ele sabia que não conseguiria negociar sua posição com os Estados Unidos agora que eles tinham essa informação sobre Margaret nas mãos. Isso demonstra um nível de autoconhecimento que não era a cara dele nas temporadas anteriores”, explica Rory. 

A Diplomata.

Pensando em quem seria a pessoa ideal para substituir Nicol, Debora Cahn decidiu criar uma personagem que suprisse vários pontos fracos do político: “Ele é uma figura impossível, muitas vezes perigosa, além de ser um parceiro pouco confiável e desastroso, tanto para os aliados quanto para o próprio país. Então, queríamos explorar uma ideia: o que aconteceria se Kate começasse a trabalhar com alguém que não tivesse nenhuma dessas características? O que aconteceria se a pessoa ideal para o cargo acabasse ficando com ele?” 

Com Bethan Vaughn, Kate finalmente tem uma colaboradora competente e equilibrada que, ao que parece, não confia nela. Kate está desesperada para impedir a recém-empossada primeira-ministra de autorizar a entrada de embarcações russas nas águas do Reino Unido, buscando evitar que a Rússia descubra que os Estados Unidos roubaram sua arma mais letal.

“Bethan afirma com convicção que vai atender ao pedido dos russos porque, aconteça o que acontecer, isso não tem nada a ver com o Reino Unido. Ela não quer colocar o próprio país em risco logo na primeira decisão que toma”, explica Jodie Whittaker.

Mas isso não quer dizer que o apelo de Kate não tenha fundamento. “Algo genial nessa série é que não existem heróis e vilões. Todo mundo tem seus argumentos e motivos. Além disso, esse conflito entre Kate e a nova primeira-ministra é um pouco triste, porque as duas com certeza se dariam bem em outras circunstâncias”, acrescenta a atriz.

Em meio ao caos que herdou, Bethan é um retrato de equilíbrio e serenidade, atributos que Jodie diz serem a “antítese” da própria personalidade. “Eu sinceramente não consigo esconder o que estou sentindo. Já Bethan entende que a maneira como a gente se expressa, ou seja, o tom, a emoção, é captada e gera uma reação. Ela é porta-voz de certas informações e não pode transmitir um tom confuso nem revelar todas as cartas que tem na manga e mostrar exatamente o que está sentindo”, explica a atriz ao Tudum.

A Diplomata.
Nick Wall/Netflix

Só que, por trás dessa fachada robusta, tem uma história muito diferente. “Na superfície, ela parece um cisne, mas está batendo as patinhas freneticamente na água para não afundar. Quando chega ao G7, nos últimos dois episódios da temporada, ela está no poder há bem pouco tempo. Ela pode até transmitir conhecimento e confiança na mensagem que passa, mas todo mundo sabe que ela acabou de entrar no cargo”, comenta Jodie.

Nos últimos minutos do episódio final da temporada, a presidente Grace Penn (Allison Janney) coloca em xeque a relação já fragilizada dos Estados Unidos com o Reino Unido e com o restante da OTAN ao ameaçar publicamente qualquer país que se interponha entre os navios de guerra americanos e os russos. Enquanto Bethan e uma sala repleta de líderes mundiais observam a cena, Kate, Billie (Nana Mensah) e Ganon (Miguel Sandoval) deixam a cúpula em sinal de protesto. O vice-presidente Hal Wyler (Rufus Sewell) vai atrás deles. 

Como fã de A Diplomata, esse gancho deixou Jodie morrendo de vontade de saber o que acontece. “Em todas as temporadas, eu fico com raiva quando o episódio final termina. Não consigo acreditar que acabou desse jeito. Depois, fico pensando no que pode acontecer, como o que é necessário para derrubar um presidente, se uma pessoa conseguiria ficar no poder sem a equipe, se é melhor desativar a bomba ou explodir tudo logo de uma vez”, conclui a atriz.

A temporada 4 de A Diplomata já está disponível. 

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